Diferença entre inexigibilidade e dispensa de licitação: critérios na Lei 14.133

Entenda a diferença entre inexigibilidade e dispensa de licitação, veja critérios da Lei 14.133 e aprenda a enquadrar cada caso.
February 3, 2026
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A diferença entre inexigibilidade e dispensa de licitação determina quando a Administração pode contratar sem disputa. Quando a equipe enquadra mal o caso, ela aumenta o risco de questionamentos, retrabalho e nulidades. Por isso, o processo precisa seguir o critério previsto na Lei nº 14.133/2021 e registrar a motivação com documentos.

Diferença entre inexigibilidade e dispensa de licitação: o critério que separa os institutos

A inexigibilidade ocorre quando a competição se torna inviável. Ou seja, o mercado não oferece concorrência real para aquele objeto e a Administração não consegue comparar propostas de forma útil. 

A Lei nº 14.133/2021 reúne essas hipóteses no art. 74 e inclui exemplos, como fornecedor exclusivo, contratação de artista consagrado e prestação de serviços técnicos especializados com notória especialização. 

Nesse cenário, a equipe precisa demonstrar a inviabilidade de competição e justificar o preço com pesquisa compatível com o mercado.

Já a dispensa de licitação ocorre quando a competição poderia existir, mas a lei autoriza a contratação direta em hipóteses específicas e listadas. O art. 75 organiza essas hipóteses e exige que a equipe aponte o inciso correto e descreva os fatos que sustentam a decisão. Assim, a Administração contrata diretamente porque a norma permite, e não porque o mercado impede.

Muita gente usa a expressão “dispensa inexigibilidade” como se os institutos fossem intercambiáveis. No entanto, a lei trata cada um com gatilhos próprios, e o processo precisa mostrar qual gatilho se aplica ao caso.

Como a equipe identifica inexigibilidade na prática

A equipe começa pela pergunta objetiva: “Eu consigo competir de verdade?” Se a resposta for negativa por motivos verificáveis, a inexigibilidade ganha força. 

Em seguida, a equipe reúne evidências: declaração de exclusividade quando for o caso, currículo e comprovação de notória especialização quando contratar serviço técnico, registros de experiências anteriores e pesquisa de preços.

Depois disso, a equipe descreve por que o caso não admite comparação entre propostas e registra a justificativa do preço. O processo fica mais sólido quando a pesquisa cruza fontes, porque a ausência de disputa não elimina a obrigação de demonstrar compatibilidade com o mercado.

Como a equipe identifica dispensa na prática

Na dispensa, a equipe percorre o caminho inverso: primeiro encontra a hipótese legal e, depois, verifica se o caso real encaixa nela. Ela não cria uma “nova” dispensa por conveniência. 

Por isso, ela aponta o inciso aplicável do art. 75, registra os fatos e preserva os documentos que comprovam a situação (por exemplo, a caracterização da emergência, as condições de licitação deserta/fracassada quando aplicável, ou o atendimento aos limites por valor, conforme atualização vigente).

Além disso, a equipe mantém a justificativa do preço e a motivação da escolha do fornecedor. Esse cuidado reduz o risco de impugnação, porque a contratação direta continua exigindo transparência e rastreabilidade.

Risco de execução e garantias: o que muda na gestão do contrato

Mesmo quando a equipe enquadra corretamente a contratação direta, o contrato ainda precisa funcionar. Por isso, a gestão do contrato costuma mapear riscos de prazo, entrega, qualidade e custo, principalmente em obras e serviços continuados. Nessa etapa, algumas organizações recorrem ao seguro garantia para reforçar a proteção do cumprimento contratual, de acordo com as regras do edital e do instrumento contratual.

Quando o objeto envolve construção, instalação, montagem ou reforma, a equipe enfrenta riscos técnicos e operacionais que podem gerar atraso e disputa sobre escopo. Assim, a gestão do contrato costuma detalhar responsabilidades, medições e critérios de aceite e pode utilizar o seguro de risco de engenharia como parte da estratégia de mitigação, conforme a estrutura do projeto e as exigências contratuais.

Se uma controvérsia evolui para o Judiciário, o processo pode exigir garantias para viabilizar medidas, substituir depósitos ou atender a determinações do juízo, conforme o caso. Nessa linha, o Seguro Garantia Judicial aparece como alternativa prevista no mercado para atender a exigências processuais, sempre com análise do caso concreto e das regras aplicáveis.

Checklist rápido para decidir sem ruído

  • A equipe comprova a inviabilidade de competição? Ela tende a usar inexigibilidade e documenta a causa.
  • A equipe encontra hipótese expressa no art. 75? Ela tende a usar dispensa e registra o inciso correto.
  • A equipe justificou o preço e a escolha do fornecedor? Ela faz isso nos dois casos.
  • A equipe planejou a fiscalização e gestão do contrato? Ela reduz o risco de execução com rotinas e registros.

A equipe decide melhor quando ela diferencia o motivo da contratação direta e registra as evidências, porque esse cuidado sustenta auditoria e controle. Assim, a Administração aplica a lei com segurança e fecha a diferença entre inexigibilidade e dispensa de licitação.

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